27 fevereiro, 2014

Água - Fonte de vida perto do fim


Apesar de o nosso planeta possuir mais água do que terra, 97% dessa água é salgada e imprópria para o consumo. Os 3% restantes poderiam ser usados, mas metade disso está em locais inacessíveis para o homem - que precisa de água para beber, usar na agricultura, no saneamento básico, na produção de alimentos etc.
A SITUAÇÃO DO BRASIL
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem 11,6% de toda a água doce do planeta. Mais da metade desse tesouro está localizado no rio Amazonas - que abastece apenas a grande população das regiões próximas. Seu uso é inviável em outras partes do país devido à distância - transportar a água por milhares de quilômetros encareceria demais o produto.
A situação é alarmante, mas parece que nós ainda não nos demos conta disso. Aqui, gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. Nosso consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo preocupa - afinal, o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco horas sem água!
Carlos Lemos da Costa, engenheiro especialista em Uso Racional da Água, de São Paulo, alerta que o governo deve fazer um programa para conscientizar a população, com propagandas na televisão e em escolas primárias. "Não adianta fazer campanhas periódicas. Elas devem ser duradouras e estimulantes, concedendo descontos às pessoas que economizarem", defende o especialista.
ECONOMIZE!
Não é difícil economizar água. São pequenos atos que, no fim do mês, somam um tantão. Costa alerta para atitudes que podem ser adotadas, como colocar um arejador de vazão na torneira (R$ 15). "Isso reduzirá a saída de água, de 15 litros por minuto para 6 litros por minuto", explica o engenheiro. Há, ainda, dispositivos que, se instalados no cano do chuveiro, regulam o consumo.
Existem também mudanças em massa que podem ajudar na economia. Um exemplo é o que foi feito na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Lá, uma grande campanha incentivou a troca do modelo de vaso sanitário usado nas casas, por um bem mais econômico. A partir daí, a cidade se tornou o local com o menor consumo de água per capita da história. "Esta seria uma boa alternativa. Se houvesse uma campanha, a troca das bacias ficaria mais barata", afirma Carlos.
FAÇA UM BOM USO DA ÁGUA
- Não escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta. Isso economiza até mil litros de água por mês.
- A cada minuto no banho, aproximadamente 20 litros de água são desperdiçados.Por isso, tente reduzir seu tempo no chuveiro.
- Quando for lavar a louça, deixe-a antes de molho e feche a torneira enquanto ensaboa. Isso economiza cerca de 100 litros de água por dia.
- Só coloque a máquina de lavar louça ou de lavar roupas para funcionar se elas estiverem cheias.
- Não utilize mangueira, nem para lavar o carro, nem para lavar o quintal. Use sempre um balde. Você pode aproveitar a água usada na máquina de lavar roupa, e economizar também sabão!
- Varra a calçada com vassoura - mangueira não foi feita para varrer!
- Regue as plantas no final da tarde ou à noite pois sem sol, não há evaporação, e as plantas absorvem a água até a raiz, sem desperdícios.
- Não use o vaso sanitário como lixeira ou como cinzeiro. Isso fará com que você só dê descarga quando necessário, ou seja, quando for de fato ao banheiro!
- Atenção aos vazamentos. Torneiras pingando gastam mais de mil litros por mês.
Fonte Lígia Menezes  Revista Viva! Mais - 29/06/2007

16 fevereiro, 2014

As principais causas de acidentes no trabalho

As principais causas de acidentes no trabalho no Brasil.

Segundo dados do INSS, 711.164 acidentes de trabalho aconteceram no Brasil no último ano. Isso equivale a 14 acidentes para cada 15 minutos de uma jornada diária na empresa. Este número vem crescendo desde 2001, quando teve o menor índice de acidentes registrados (340.251 acidentes).
Mas quais seriam as causas destes acidentes?
Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde - OMS - diz que 70% dos acidentes de trabalho, são causados pelo estresse. “Qualquer desequilíbrio emocional pode diminuir o rendimento profissional. Quanto ao estresse não é diferente”,. Quanto mais o funcionário evitar os problemas emocionais, mais seguro ele estará dentro da empresa.
Atitudes negligentes, ou seja, quando não são tomadas as devidas precauções, podem comprometer a segurança, não só do funcionário, mas da equipe inteira. O trabalhador deve saber o que está fazendo e não se expor a situações não apropriadas por preguiça ou qualquer outro que seja o motivo.
A falta de atenção pode fazer com que o funcionário tome atitudes negligentes. Devido ao estresse emocional ou da própria personalidade da pessoa, a falta de atenção é comprometedora à segurança. Um estudo realizado pelo Instituto de Ensino e Cultura aponta que 73,39% dos acidentes de trabalho na Construção Civil de São Paulo, são causados por falta de atenção.
Por fim, devido ao cotidiano corrido do funcionário, seja por trabalho, estudos, família e por aí vai, ele pode acabar com fadiga e sono incontrolável. Se por um lado parecer preguiça do funcionário por estar sempre cansado, por outro pode ser sério e necessária a ajuda médica. Se no transito, 60% dos acidentes são causados pelo sono e fadiga segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), nas empresas não é diferente. Alguém que tenta fazer mais que o corpo pode suportar por melhor funcionário que seja, pode causar riscos a empresa.
 

07 dezembro, 2013

Psicologia do Trabalho



É uma área que surgiu inserida na Psicologia aplicada, onde muitos dos grandes estudos psicológicos sobre o trabalho se encontram. Das publicações mais antigas destacam-se as obras de Munsterberg, intituladas Psicologia e eficiência industrial (Psychologie et efficience industrielle, 1913) e Fundamentos da psicotécnica (Fondements de la psychotechnique, 1914).
Devido ao grande número de estudos sobre a psicologia do trabalho, surge um novo campo de estudos, a psicologia industrial, que é a aplicação dos métodos e descobertas da psicologia, para a solução de problemas industriais. O termo psicologia industrial aparece em várias obras, mas a maioria dos autores prefere utilizar o termo psicologia do trabalho, por ser mais abrangente.
Os primeiros estudiosos da psicologia do trabalho foram os franceses, que se dedicaram á análise das causas e efeitos da fadiga e à utilização de testes psicológicos para seleção de trabalhadores.
Durante muito tempo os problemas abordados pela psicologia do trabalho limitavam-se ao recrutamento e distribuição de pessoal, em como localizar e selecionar bons trabalhadores e como fazê-los produzir mais e melhor. Esse enfoque na seleção e distribuição de pessoal, fez com que os psicólogos organizacionais, inicialmente, ficassem muito tempo apenas aplicando testes.
Com o passar dos anos, o campo de atuação da psicologia do trabalho alargou-se e passou a tratar, também, da formação do trabalhador, da orientação do trabalho, dos planos de carreira e da organização, em seus diversos aspectos.
A psicologia do trabalho abrange, principalmente, três grandes campos de estudos:
O homem e sua relação com o trabalho, abordando a personalidade do trabalhador, sua capacidade de aprendizagem e a origem das diferenças individuais entre os trabalhadores, seu nível de conhecimento e competência e sua motivação para o trabalho;
  • Estudo do ambiente onde se dá o trabalho e que pode influir positiva ou negativamente no comportamento do indivíduo, sua relação com os instrumentos de trabalho, como lida com decisão e risco, sua postura frente às incertezas do cumprimento de metas. Desses estudos, surgem dados importantes para o estudo da ergonomia e adaptação do homem ao trabalho e vice-versa;
  • Estudo das relações entre os componentes do conjunto, entre o homem e seu trabalho, às tarefas que este tem de realização em determinado momento e local. Busca-se saber como está definido, organizado e controlado o trabalho, tentando identificar a necessidade de pausas e as causas da monotonia.
Os psicólogos do trabalho podem atuar em diversas áreas, como empresas, consultorias e órgãos públicos e sua atuação é de extrema importância, tanto para os funcionários, que são alocados em ambientes propícios às suas condições e habilidades, quanto para as empresas, pela rentabilidade proporcionada por um trabalhador satisfeito.
FONTE ; http://www.infoescola.com/psicologia/psicologia-do-trabalho/
 

23 maio, 2013

O SINTESP ASSINA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014 DOS TECNICOS DE SEGURANÇA DE SP

A Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 dos Técnicos de Segurança do Trabalho foi assinada com a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Sindicatos Patronais Signatários, no dia 16 de maio, na sede da Fiesp, na Av. Paulista, 1313, São Paulo, SP.
Conforme negociado, entre as partes, a partir de 01/05/2013, as empresas concederão aos empregados, inclusive àqueles que percebem o salário acima do piso, abrangidos por esta Convenção Coletiva, uma reposição salarial de 7,16% (sete vírgula dezesseis por cento) incidente sobre os salários vigentes em 30 de abril de 2012.
Obs. Convenção na  integra consultar o site  do SINTESP. http://sindicatosintesp.com/

13 maio, 2013

Modificações geradas pela intervenção da ergonomia.


Como articular as possíveis interações no sistema Homem X Máquina.  As modificações sãosempre geradas por uma demanda formulada pela direção da empresa (necessidade explícita) ou pelos trabalhadores (necessidade implícita).Nos estudos, busca-se evidenciar questões eventualmente ocultas, visto que certos problemas podem mascarar outros, por vezes mais importantesDentro destes estudos analisam-se a tecnologia utilizada, organização de trabalho implantada, principais características da mão-de-obra disponível, principais aspectos sócio- econômicos da empresa, condições de trabalho, exigências do trabalho, entre outros aspectos.
Os resultados da análise da demanda , onde se constrói uma representação e a interpretação de todos os aspectos de uma situação de trabalho, permitem a elaboração do plano de intervenção ergonômica.
Buscam-se então as modificações ideais, que são por vezes difíceis e complexas, além de onerosas.
Na fase de projetos utiliza-se principalmente a criatividade para se obter as diversas opções para possíveis soluções, procura-se entre elas a que é mais viável, de menor custo, com menor chance de gerar novos problemas, etc.
Alguns problemas que não podem ser eliminados, podem ser minimizados o que já é louvável e recomendável, dai existirem as possibilidades e limites da intervenção.
Antes de se implementar qualquer modificação nas situações de trabalho deve se verificar suas conseqüências sobre o indivíduo e o ambiente como um todo.
É necessário que se tenha extremo cuidado na implementação das modificações, nesta fase, é comum se verificar que em nome da ergonomia, leigos que procedem a alterações sem fundamentos , que geram maiores problemas dos que os já existentes, quando não até acidentes graves.
O funcionário é sempre o maior interessado nas mudanças das condições de trabalho.
Ele pode passar várias horas diárias diante de situações de desconforto, perigo, dolorosas, danosas, irritantes, etc.
Portanto deve sempre ser ouvido sobre o que se pretende modificar em seu posto de trabalho.
A simples modificação das situações de trabalho sem a devida conivência do seu utilizador não surtirão o efeito desejado, havendo a necessidade de sua conscientização e preparação para enfrentar a nova situação.
O treinamento qualifica o usuário a obter de forma adequada, segura e proveitosa o maior rendimento possível de seu novo posto e condições de trabalho.
É de vital importância a presença do treinamento durante e após as modificações.
O controle e acompanhamento das ocorrências durante as mudanças, devem fazer parte do processo para que se obtenha sucesso.
As mudanças precisam ser estudadas com a finalidade de verificar se não trouxeram nenhuma conseqüência imprevisível e se resolveram de forma satisfatória o problema inicial.
Neste momento deve ocorrer o controle das modificações que é feito no local, junto aos funcionários.
Segue-se então após todas as fases anteriores completadas à manutenção, quando se acompanha a evolução da situação com intuito de prevenção e até antecipação de situações futuras.

Sendo o usuário o principal agente modificador do processo produtivo, deve-se analisar periodicamente, a execução de sua tarefa levando-se em conta os conceitos de trabalho prescrito e trabalho real.
Nem sempre a solução que é melhor ergonomicamente é viável ou até definitiva, as conseqüências devem sempre ser analisadas cuidadosamente É imprescindível o acompanhamento após as modificações.
As intervenções ergonômicas devem sempre ser contínuas e dinâmicas para que surtam efeito.
Reduzir a penosidade humana no trabalho, visando sua adaptação e a racionalização do sistema produtivo, transforma o que antes era sofrimento em uma atividade agradável, gratificante e produtiva.
Fonte: http://sylviavolpi.com.br/artigos/artigo_08.htm